Machu Picchu e Afins


Essa é a descrição da viagem desse maluco que vos fala que durou 3 semanas e alguma coisa e que percorreu 5 países da América Latina: Bolívia, Peru, Chile, Argentina, Paraguai (passada básica)e também, é claro, Brasil.
  • 8 de Julho de 2002 São Paulo (SP) - Corumbá (MS) Saída 10 hs / chegada 8 hs (22 hs de viagem) Primeiro passo para quem quer chegar ao Peru por terra: comprar a passagem por R$ 102,00 reais. Viagem tranquila no Andorinha por todo oeste do estado de São Paulo. Belo almoço no Rodoserv (coma bem meu amigo, coma bem... mal sabe o que te espera daqui pra frente). Passagens por grandes cidades como Presidente Prudente e Campo Grande. Uma visão legal do Pantanal (vi uma queimada na mata de noite... bonita, se não fosse trágica... o céu limpo, cheio de estrelas... viagens sobre a viagem). Fique de olho já nos passageiros desse ônibus. Além dos Bolivianos e outros tipinhos, tente procurar alguém que esteja indo mais ou menos na sua direção. Boas companhias para os primeiros dias ajudaram bastante. No meu caso topei com três jovens senhoras (aventureiras de fato) que estavam indo pro Peru também. Dali fomos juntos até La Paz... mas "guenta" aí que ainda estamos no Brasil.
  • Dia 9 de Julho de 2002 Corumbá Porto Suarez (BO) - Santa Cruz de La Sierra (BO) Saída 15 hs - chegada 10 hs (19 horas de viagem) Preço do trem
  • Pulman US$ 17,00 (sem rango)
  • Bracha US$ 20,00 (com rango (arroz, pão, batata frita dúúúra e flan) e café da manhã... aconselhável, já que o que vendem nas janelas do tremdurante a viagem não dá muito pra encarar) Há outras classes mais baratas, mas não dá pra encarar pela segurança e pelos vendedores (nas classes acima, privatizadas, vendedores não entram). Mas, pra garantir, leve correntes e um cadeado pra sua gagagem, aí você dorme tranquilo de noitão. Câmbio - aproximado - 1 US$= 7 Bolivianos 1 R$ - 2,20 Bolivianos No caminho, uma infinidade de coisas para serem observadas: Crianças que chegam para assistir o filme contigo, mas do outro lado da janela... Bandeiras em muitas das casas perto da linha. Sinal, segundo informações, de preferência partidária (sim, os bolivianos são BEEEMMM mais politizadas que nós por aqui) Paradas, trancos de madrugada que mais pareciam descarrilhamentos, barulhos, apagões repentinos, neguinho batento na janela pra te assustar... mas, o policiamento parecia bem razoável... qualquer pepino já aparecia um monte de neguinho com lanterna pra ver o que tava rolando.... portanto, vá com fé meu irmão, vá com fé!
  • Dia 10 de Julho de 2002 - Santa Cruz de La Sierra (BO) Chegada em Santa Cruz de La Sierra por volta das 10 hs da matina. Já de cara, compramos a passagem para La Paz com saída às 17 hs (todos os ônibus saem mais ou menos nesse horário) por 80 bolivianos. Havia preços de 60 a 100. Escolha um ônibus com banheiro ( o que é meio difícil nesse trecho), porque a viagem é demorada... além, do que você vai começar a ter dor de cabeça e ânsias por causa da altitute, a chamada SOROCHE, ou mal da altitude. Aqui dica importante: Se você não é parente de Guarani, Tupi ou Xavante, você deve assumir pra si mesmo: Tenho cara de gringo e se eu não negociar os caras vão me cobrar mais caro. E assim funciona, tanto na Bolívia quanto no Peru. Vão te cobrar a mais de vc der uma de mané e não questionar os preços que estão te cobrando. Raras vezes (é, às vezes há exceções) te cobrar o que de fato a coisa vale... mas vale praticar a arte da pechincha pra tudo... e às vezes falar que se é brasileiro ajuda... fale Pelé, Romário, Ronaldo, Penta que todo mundo vira seu amigo. Em Santa Cruz de La Sierra a Bolívia parece um país finalmente. O terminal de trens e ônibus de Santa Cruz tem um certo ar brasileiro. Atrás dele é uma grande bagunça, com taxis baratos e ônibus, cambistas e vendedores ambulantes por todos os lados. Vale a pena pegar um taxi ou ônibus para conhecer o centro da cidade. Vimos uma manifestação, uma exposição dos trabalhos da universidade de lá e comemos num lugar muito típico na Bolívia para comer-se comida barata, os chamados "mercados". Esse era o das "7 Calles". Rolou um Guizo de Fidel (Macarrão) e Pollo, mucho Pollo (frango)... As lojas por ali fechavam para o almoço... muito estranho... todo mundo vai pra praça "curtir"... alguns personagens típicos já aparecem. Os CHOLLAS (descendentes dos índios Aimorás), canadenses fazendeiros que vivem na região, amados por uns, odiados por outros. Holandeses, estudantes universitários. Nos banheiros públicos, por mais podre que seja, sempre tem um neguinho querendo cobrar... O Mc Donalds dali... caríssimo!
  • Dia 11 de Julho de 2002 -La Paz No caminho pra La Paz nevava. Basicamente, TRASH. Comida ruim, sem banheiro, filminho ajudou (Senhor dos Anéis) enquanto o SOROCHE fazie efeito. Em La Paz ficamos no Hotel El Viajero (ou Los Lobos), por 14 Bl ou US$ 2. Fica na Calle Illampu, 207. Cheio de israelenses por ali. O centro de La Paz me surpreendeu. É tudo muito bagunçado, trânsito infernal, mas para quem caminha até que é agradável. Andei por toda a avenida Santa Cruz (ou El Prado), onde encontrei a igreja de São Francisco e um museu de arte contemporânea num casarão antigo, que já foi casa e clube. Muito bonito. Andei pela Plaza Murillo, um pouco acima da El Prada, onde ficam hotéis, uma bela igreja e a sede do governo. Boa hora pra sentar e conversar com o povo dali. Em torno da igreja São Francisco há um bom centro de compras, um mercado legal pra quem quiser comer barato. Comprei uma jaqueta de alpaca por 90 bolivianos, depois de uma pechinchada básica. Mas, conselho, faça compras na próxima cidade dessa viagem, Copacabana, pareceu-me mais barato. Em La Paz o único lugar que trocaram traveller checks pra mim foi nesse banco na El Prado chamado BISA. Outros lugares tava difícil. Mais pra frente na viagem isso vai ficar fácil.
  • Dia 12 de Julho de 2002 - La Paz Cara, essa cidade é surreal. Caos total. Trânsito maluco, manifestações pela fraude nas eleições, manifestações de estudantes. O caminho hoje foi em direção a TIWANAKU (grande e preservado sítio arqueológico de cultura pré-inca). A 1:30 h de La Paz. Duas opções:
  • Por agência 50 Bl + 15 de ingresso do parque (+ um almocinho básico que eles te empurram) ou...
  • Por conta, livre de minibus. Pegar um minibus até o cemitério (BL 1)e de lá outro par TIWANAKU (BL 6,50). Láq, ingresso para o parque, museu e um pulo no "PUEBLO" que vale a pena. A volta sai por 7 Bl na van que vc toma nesse PUEBLO. Do cemitério, não fique dando sopa, pois o próprio policial meio me alertar que "hay assaltos, te agarram las cosas". Volta para o centro por 1 Bl. Total de 15,50 BL. Que tal ein? Compensa? Com certeza vale a experiência. Grande aventura pegar o busão com os CHOLLAS e fazer o que quiser por lá. No parque, dá pra sapiar a história e lendas do lugar justamente com o monte de guias dessas excursões de 50, 70 Bl (finja que não entende nada!) ou com os professores que levam os alunos pra conhecer (esses não cobram nada para informações).
  • Dia 13 de Julho de 2002 - La Paz/Copacabana (BO) 4 horas de viagem, saída às 8:30 da manhã Saindo de La Paz é a vez de conhecer o Lago Titicaca ou o Lago do Puma Dourado (TITI=Puma, Caca=Dourado). Pra isso, há bons e baratos serviços de ônibus vendidos nas agências que te buscam no hotel por 15 Bl. No busão, parada surreal em TIKINA (todo mundo desce, pega uma balsa e o busão vai em outra balsa precácia). Paguei 1,50 para a balsa. Muitos turistas no ônibus, foi fácil fazer amizades e saber melhor o que fazer por lá. Lá, eu e uma francesa pegamos o barco para a Isla del Sol (no Titikaka) por 10 bolivianos para a ida (15 para ida e volta... mas não faça isso!!! vá e fique uma noite na ilha que é linda... no passeio ida e volta você fica por lá meia hora e volta, como ouvi testemunhos...). O lugar é simplesmente maravilhoso. Nos juntamos com mais uma americana (que tinha o incrível Lonely Planet da Bolívia com tudo quanto era mapa pra ajudar) e fomos andando até o meio da ilha em Challa. Um pouco longe (3 hs andando), crianças pedindo doces ou bolivianos pra tirar fotos (não é à toa que estavam todas com os dentes cariados...). Acabamos ficando com um guia mirim que nos levou até o meio do caminho. Até que chegamos e ficamos na pousada do INKA, da dna. Eleonora, por 10 bolivianos e 5 para a refeição. Chá de coca na faixa e um quarto legal com uma vista maravilhosa para o lago, como um praia. Chegaram mais 3 amigos naquela noite. 2 bolivianos e uma argentina. Muita conversa, muita língua pra fazer confusão, pela janta na frente do lago. Até cerveja acabou rolando. Ovelhas, burros, porcos, lhamas e galinhas por todos os lados.
  • Dia 14 de Julho de 2002 - Isla del Sol/ Copacabana (BO) Acordamos com um belo café da manhã da Sra. Eleonora. Nos despedimos dos outros e andamos até a próxima praia (Pampa) mais ou menos 40 minutos de Challa. Havia um sítio arqueológico para ver, mas não tínhamos tempo suficiente. O barco de volta à Copacabana ( com parada na parte sul e na ilha de la Luna) saía às 12:30. HOMBRE!!! 15 Bolivianos nos custou a volta. De novo, esse lugar é fantástico. Depois do PAMPA, havia um mirante. Inspirador o canto, a água do lago balançando, refletindo o sol como estrelas brilhando, um tesão. Bom, de lá para a Isla de La Luna (ou de las Virgens). Havia como que um templo lá, onde algo como "freiras incas" viviam. Todos os anos, no dia 21 de junho, na festa do SOL, uma delas era levada para a ilha do SOl e sacrificada... interessante, hum? À noite, já em Copacabana, foi bem animada, apesar de ser domingo (mas de fato nessa viagem os dias da semana realmente não fazem diferença). Rolou um bar, uns malucos na mesa com a gente e muita música latina. (tudo bem que de repente escutei TCHAN, mas passou rápido). Fui introduzido ao PISCO, bebida Chilena, como uma pinga de uva, bom, muito bom. E o Titicaca novamente, que tomou um aspecto de certa forma mais nobre com o efeito do álcool.
  • Dia 15 de Julho de 2002 Copacabana (Bo)/ Puno (PE) Saída às 13:30 hs. 15 Bolivianos. 3 hs de viagem Hoje é feriado na Bolívia. Celebram a independência e o grande libertador, Antônio Sucre. Ainda por Copacabana, visitei a igreja e fiz o caminho do "Calvário" até o topo de uma montanha. Vale a pena. A viagem até Puno também é bem bonita, mas o lago some várias vezes. Sem problemas pra passar a fronteira, fui um pouco de câmbio, mas nem precisava. Em Puno cheguei e fui direto ver as passagens do trem para Cusco. Dizem que é uma viagem muito bonita essa a do trem e por isso mesmo costuma lotar. Os trem de Puno a Cusco saem às Seg, Qua, Qui, Sex e Sab. Custam US$ 12,00 (classe turística) e US$ 50 (classe INKA). Comprei a passagem pra segunda feira. Tería um tempo pra ver a cidade, a capital do folclore no Peru. As coisas no Peru não são tão baratas como na Bolívia, mas ainda assim baratas. Na cidade, troquei Bl por Soles a 0,40 (depois vi um lugar que pagava 0,45, mierda!!!) e dólares a 3,52 soles. Tem um bom serviço de informações na cidade, numa das esquinas da praça das Armas. Como a estação de trem fica no centro (onde o busão me deixou, aliás), fiquei por ali mesmo num hotel por 10 soles (é mais ou menos o preço,, achei alguns de 15 também... cuidado com alguns que não tem água "caliente")
  • E ainda sobre o Peru... Puno tem algo de mais, digamos, civilizado. A corrida por níqueis de turistas ainda existe. Algumas coisas não mudam. Muitos índios pelas ruas vendendo coisas, o mercadão central, pollo por todo lado e uma coisa engraçada, bem típica. Existem aqui bicicletas adaptadas com uma cabine (dianteira) para levar pessoas de lá pra cá (o centro fica um pouco longe do porto) .... um lance meio chinês, se é que vc me entende. Por outro lado, essa cara de turista ainda continua exposta facilmente... se abro a boca então, pior. Se você não for parente de algum Marajoara, Tupi ou Guarani, provavelmente vão te achar com cara de turista também. O que faz com que quase sempre queiram te cobrar mais pra tudo. Nessas horas e em outras jogar com a coisa de ser brasileira pode ser bom... Ah, quase nada tem preço fixo. O negócio é "negociar" !!! Mais, tanto aqui como na Bolívia tem um lance com as notas de dólar. Se as notas estiverem "cerradas" (picadas) os caras fazem feio pra trocar dizendo que o banco não vai aceitar. Portanto, muito cuidado ao comprar e trocar dólares, veja se as notas estão inteiras.
  • Dia 16 de Julho de 2002 - Puno (PE) Em Puno fiquei nessa Extra Hostel (Jr. Moquegua) por 10 Soles e banho caliente (bom, naquelas né). Em dia dá pra visitar dois lugares beeeem legais. De manhã, fui para as Islas de los Uros ou ilhas flutuantes. 10 Sl até a ilha no barco que se pega na beira do lago mesmo, direto e mais 2 Sl de acesso. As ilhas são feitas de TOTORA, plantas que flutuam e que são amarradas umas às outras para formar grandes ilhas onde pessoas de fato habitam. Bacana, procure alguém pra contar o cotidiano da coisa ali, como vivem, a tradição de séculos daquele povo e sua opção de moradia. O povo ali vive de pesca e artesanato. Tem até televisão, rádio e escola nas ilhas, que ficam no meio do Titicaca. Vários barcos feitos de TOTORA com a cabeça do Puma, símbolo do lago. Almocei por 2 Sl e à tarde, seguindo dicas do posto de informações turísticas, fui pra CUTIMBO. Cutimbo- Lugar fantástico. Pra ir até lá dá pra ir por agência ou com minivan, que é bem mais barato e vc interage com o povo, que é também um tesão. A minivan custa em média 1,50 só de ida (com a sua cara de gringo podem te cobrar mais. Pergunte para alguém quanto custa normalmente). Para entrar no parque de Cutimbo são mais 3 Sl. O lugar é uma grande montanha em formato arredondado (como um grande bolo) em que no topo encontra-se um sítio funerário inca e pré-inca. Ali ficam as CHULLAS, construções que funcionavam como sarcófagos (dá até pra entrar em uma delas). Quem cuida do lugar é o amigo SIXTO, que me acompanhou na visita e me contou um monte de coisas sobre o lugar (ah, sem cobrar nada, o que é importante). Na volta, peguei o minibus com uma moradora típica dali. No bus, um monte de outros peruanos conhecidos dela ficaram tirando sarro dela (e de mim provavelmente). Questionavam-a sobre o que ela estaria fazendo comigo ali no meio daquele nada... Falávam AYMARA (língua típica da região que não tem NADA a ver com espanhol). Falei ainda dentro do bus com MAXI, uma professora de biologia, que falou dos Cañioes (túneis INCA) e dos poderes malígnos da Isla del Sol, da misticidade de Cutimbo e da riqueza do lugar que nem os peruanos conhecem.
  • Dia 17 de Julho de 2002 - Puno(ainda Puno!)/Cusco Saída 20:00/ Chegada 3:30 (8,5 horas de viagem) Merda, merda, merda. Esse maldito trem saiu duas horas mais cedo por causa da greve dos motoristas, achando que iam estourar o trem com pedras. Fiquei com o ingresso na mão ... pelo ao menos devolveram a grana. O jeito foi ir atrás de um busão, que depois de 3 hs, descobri que iam sair sim, mas mais para o período da noite. Saiu por 24 Soles pechinchando, na companhia IMEXSO, altamente recomendável, que a estrada para Cusco é meio trash, com direito a dormir no busão até amanhecer o dia em Cuscovisto (na espera do busão, passava Vick, a supergarota na tv, falava em espanhol... surreal). Pra não dizer que o dia foi perdido, depois de passar a manhã putinho com a maldita greve, na ida pra rodoviária peguei um BICITAXI com o amigo Ernesto, que ganhava 10 soles com isso por dia e que durante o dia estudava Ciências pra virar professor... é a realidade nua e crua de tudo lá. Meandros que merecem ser vistos. Escutei dele que o Brasil tá melhor e que, pensando bem, às vezes acho que está mesmo... e olha lá ein...
  • Dia 18 de Julho de 2002 - Cusco (PE) O busão chegou era 3 horas da manhã. Pude ficar por ali descansando até umas 2:30 hs. De lá, achei esse argentino que tava a fim de ir pra Machu Picchu. Veio esse outro cara e faleou que os trens estavam todos lotados até sábado (era quinta feira!!!). falou de um lance de tomar um taxi até o meio do caminho, em Ollaytaytambo, por 80 soles levaria-nos até lá. De fato, na estação de trem a coisa tava pegando e pegando de cara e de ter que esperar mesmo. Pegamos o tal taxi então com um casal de austríacos. 20 soles cada e estávamos na estação de trem. De lá, mais 20 dólares pra pegar o trem até Águas Calientes (povoado sede pra se chegar em Machu Picchu). Cara, é realmente linda a viagem do trem. Chegamos em Águas Calientes lá pelas 11 hs depois de pegar o trem `s 9:35. Achamos um hotel, o mais barato, Los Camiñantes, por 10 soles e de lá direto para a trilha de Machu Picchu, que deve ter-nos tomado mais de 1 hora pra subir .... e que subida!!! Pra entrar no parque, + 10 dólares (desconto para estudantes, sem carteirinha é VINTE!). O lugar é MARAVILHOSO!!!!! Os caras tiveram o dom de construir ali casas, templos, praças, áreas para agricultura e uma fonte que ainda funciona. Na volta, esse cachorro branco me acompanhou toda a volta. Chamei-o de Pichú. E pra fechar, uma bela nadada nas piscinas de Águas Calientes por 5 soles de entrada. Divino!
  • Dia 19 de Julho de 2002 - Cusco/PE De Águas Calientes de volta à Cusco. Bom, esse serviço privado de trens é uma exploração total, mas pelo menos tem uns meios de pagar mais barato. Por US$ 10 deu pra voltar até Ollaytantambo às 6 hs da matina (veio lotado). Delá, paramos nessa rua PUPUTI e me despedi da galerinha. Achei um HOSTEL bacana no centro (depois de uma booooa caminhada) por 15 Sls. "Hotel Familiar". Aí foi a vez de dar um rolê por Cusco, que é linda!!! Comprei o tal "Boleto Turístico" por US$ 5 (tudo aqui tem preço também em dólar, Machu Pichu nem se fala). Bom, aí pra cidade, que tem um monte de igrejas e museus para serem visitados (não fiz nem a metade hoje...) e muita coisa pra gringo... A minha "papate" foi finalmente bem usada pra dar um rolê por ali. Apesar de nunca ter estado lá, Cusco me lembrou um pouco a história e a própria Ouro Preto (minha cara tá preta!!!). É loco como de fato so espanhóis tomaram isso aqui. Construíram a cidade em cima de uma outra cidade inca (tem ruínas inca por toda Cusco e muitas nos arredores dela). As igrejas, suas imagens e esculturas misturam motivos católicos e incas que, segundo alguns guias, faciliva a assimilação dos índios na religião católica. À noite, rolou uma baladinha com drink na faixa. Tesão.
  • Dia 20 de Julho de 2002 - Cusco/PE Bom, acordei pra mudar de hotel. Fui pro albergue da juventude. E de lá, direto pra PISAC (ruínas inca). Paguei 2 Sls pra ir e mais 2 pra voltar com o busão. Chegando lá tem que pegar um taxi pra subir até as ruínas... 10 Soles... se estiver sozinho, procure mais interessados em subir e rache. O lugar é perfeito, o visual é fantástico. Pirei por ali... Na descida, que dá e deve ser feita a pé, logo no final, vc dá de cara com um mercado, cheio de coisas bacanas e baratas... Mal comi hoje, tava alucinando no meio da rua. E mais à noite, rolou um tal de Mama Africa que de África mesmo não tinha nada. Só Europeu. Valeu pelo drink de PISCO que tomei e a boa conversa com um mineiro de São Lourenço, que já rodou até esse mundo, que tive quando voltei pro albergue.
  • Dia 21 de Julho de 2002 - Cusco/PE - Arequipa/PE 20 soles/ 8 horas de viagem Dia pra visitar as ruínas em volta de Cusco. Curti. Tinha esses dois ingleses, um casal (que achei que eram holandeses, mas tudo bem...) que achei pelo caminho. Fizemos um belo passeio em volta do Vale ali de Cusco. Além das quatro ruínas sugeridas pelo orgão de turismo de Cusco, havia mais duas num caminho pelo Vale Sagrado sugerido pelo livro no nosso amigo Matthew. Um pedra muito louca e o tempo de la Luna (para sacrifícios). Tudo bem que roubaram a carteira dele no ônibus, ele nem percebeu... portanto cuidado... Voltei e peguei o busão das 18:30 em direção à Arequipa. Encontrei no busão uma peruana, Flores, tipo sacoleira daqui, muito engraçada que acabou pagando um café pra mim de madrugada na rodoviária de Arequipa.
  • Dia 22 de Julho de 2002 - Arequipa/PE - Arica/CHI
  • Arequipa/Tacna - 5 hs 12 soles/ Empresa Cruz del Sul
  • Tacna/Arica - 2 hs (se te liberarem logo na fronteira...) 4 soles no busão
  • 1 US$ = 650 Chilenos + ou - na época Arequipa - Muita gente dormindo na rodoviária de Arequipa de madrugada. Impressionante... Resolvi ir direto para Tacna e deixer de ver essa cidade também muito bonita pelo que me falaram. Juanita (múmia inca perfeita que acharam no gelo) E O Colca Canyon ficam para outra vez... Arica - Meio embaçada a entrada no Chile. saí do ônibus uma vez e a bagagem foi revistada no Peru. No Chile, só passaram no detector e me fizeram umas perguntas. É, o negócio fica bem mais civilizado no Chile. Impressionante como tem muito mais brancos aqui. Em Arica, tudo funcionando, a rua principal no centro é toda bonitinha, cheia de marcas internacionais... Tava meio complicado a moeda deles, cheia de zeros. A praia é linda, cheia de Albatrozes e Pelicanos. De Arica, no mesmo dia, parti pra São Pedro de Atacama à noite. Um saco viajar pelo Chile. Pelo caminho tivemos que parar duas vezes para fiscalização da bagagem. Na primeira, só máquina. Na segunda, 5 da manhã, maior friozão, altas abridas na mala ... mas tudo bem. O caminho até que foi interessante, tudo pelo meio do deserto...
  • Dia 23 de Julho de 2002 - São Pedro de Atacama (CHI)
  • Arica (CHI) - Calama (CHI) - 12 hs de viagem - 5000 pesos chilenos. Encontrei amigos de Mogi Mirim no busão, acredita? Uma família que viajava por ali também pela primeira vez. O busão que ia sair e não saiu e ficamos esperando o próximo ônibus até 9:50 hs.
  • Calama (CHI) - São Pedro de Atacama (CHI) - 2 hs de viagem - 1.200 pesos chilenos. Chegamos em São Pedro, na beira da fronteira da Bolívia e da Argentina, do ladinho da Cordilheira dos Andes e de um monte de vulcões. Tudo muito caro, caro mesmo... mas ainda rolou um hotelzinho (MAMA TIERRA) por 4000 pesos o dia. Visitamos ainda hoje o Salar de Atacama, dentro de um pacotão fechado na agência Licancabur que custou 17.000 pesos chilenos para três passeios. O Salar é um habitat bem peculiar onde a água aparece subterrânea das montanhas e junta-se ao sal, dando vida a microorganismos e chamando a atenção dos pássaros, como Flamingos e Gaivotas Andinas que se alimentam por ali. Bem interessante o lugar. À noite, depois de um banho semi-quente, comemos da melhor chuleta com vinho chileno, num jantar em que fui convidado. Muito legal. Sem contar que os funcionários do lugar eram todos músicos e entre uma chuleta e outra tocavam boa música andina. Uma rumba de fundo também às vezes ajudava.
  • Dia 24 de Julho de 2002 - San Pedro de Atacama (CHI) Visitamos esse lugar a 3 KM do centro, PUKARA, uma ruína pré inca. Como tinha que pagar, pareceu bem interessante daqui debaixo... À tarde, um dia interessante. Fomos ao Vale de La Luna. Belo passeio que incluiu o "Vale da Morte" ... chão de sal critalizado a superfície e barro mole mole embaixo... quebrou, um abraço, vc pode afundar, mas não muito, mas rola. Depois passamos por umas cavernas esculpidas pela água de chuva e mostrando cristais de sal interessantes formações. Vimas também um mega buracoque supostamente teria sido feito por um meteorito. Loco!!! Por fim, o pôr-do-sol no Vale. Visão do topo de uma montanha que tem como caminho uma duna enorme, funcionando quase que como uma barragem entere dois vales. Fantástico. As cores da cordilheira vaõ mudando e o sol se pondo do outro lado. A lua, ah, a lua safada demorou pra aparecer, fomos vê-la só no caminho de volta, um pouco amarela, diferente de ontem, mas ainda assim bonita. À noite, macarrão da dna. Cida e boa conversa com os japs made in Taiwan, Lin e Ting (isso dá nome de dupla sertaneja...)
  • Dia 25 de Julho de 2002 - San Pedro de Atacama (CHI) Um dia cheiaço que terminou bem. Pra começar, 3:30 da manhã já tava de pé pra ver os geisers de El Tatio. Não via quase nada na viagem, só sei que subimos pra caramba, muita neve. Fomos dar nesse lugar surreal no meio das montanhas. O fenômeno, aliado aos astros, a lua e depois o sol, que mudou todas as cores do lugar. Dia inesquecível. Havia termas para se banhar por ali, mas eu não encarei. À tarde foi tranquila, passei meio que com os amigos de Mogi Mirim até que foram embora de volta pra Arica. Foi a vez de eu me enrolar um pouco, rolar uma neura, ficar indeciso sobre como fazer pra ir pra Argentina. Depois de uma nevasca nas cordilheiras, o caminho foi aberto ontem, mas só pra carros e caminhões, nada de busão. O jeito vai ser segar uma carona com os caminhões que atravessam a fronteira por aqui. Tomara que dê tudo certo, estou um pouco apreensivo. Bom, à noite aqui no MAMA TIERRA terminei com uma boa conversa com camaradas de Santiago e trocamos alguns valores legais entre percepções de nessos países. Valeu. Amanhã vai ser um grande dia... Dia 27 de Julho de 2002 - San Pedro de Atacama - SUSQUE (AR) 12 horas de viagem, 10 dólares de comissão para o caminhoneiro paraguaio da carreta É, de fato hoje foi um grande dia. Acabei arrumando a tal carona na aduana e, juntamente com dus suíças e um croata, embarcamos nessa carreta que estava levando nove carros (inclusive uma van na qual estou agora) para o Paraguai. Tivemos que ir todos na cabine por ordens da lei. Montanha acima, do lado chileno, ainda um pouco de neve e alguns desvios. Na fronteira, um pito porque tinha muita gente no caminhão e do lado de lá, nada de pavimentação. Demorou por bosta!!! Acho que umas 10 horas mais ou menos pra chegar nesse pueblo argentino (que tava mais com cara de Bolívia ainda). Segundo o motorista e seu ajudante e companheiro, amigo de fé irmão camarada, a estrada estava mais ruim do que o normal, numa escala que varia MUUUUITO. Comemos por ali mesmo e seguimos viagem por mais 2 horas até que paramos pra dormir um pouco, acordar mais tarde, o caminhão não querer funcionar e voltarmos a dormir. FRIO por bosta!!! Mas é isso aí. SALTA (ou MECA, nas atuais circunstâncias) já está a caminho...
  • Dia 27 de Julho de 2002 - Norte da Argentina/Província de Salta Como havia de ser, das infinitas variáveis, mal podia eu imaginar que um caminhão chileno iria aparecer para ajudar a SCANIA paraguaia. Olhei para ele, três bandeirinhas: Chile, Argentina e Brasil. Perguntei pra ele pra onde estava indo. Ele disse: Foz do Iguaçu. Eu disse: NÃÃÃO!!! Entrei nessa e tô aqui agora curtindo uma bela viagem pelas paisagens argentinas (a cordilheira do lado argentino é fantástica, toda colorida...). Minha companhia é o motorista Raul, de Mendoza. O dia passou rápido, ganhei um almoço e boas horas com uma bela vista e boa música. Acho mesmo que estou indo direto pra Foz... à noite, rolou uma dormida na poltrona do passageiro e vamô que vamô.
  • Dia 28 de Julho de 2002 - Norte da Argentina/ Província do Pampas/ Missiones De manhã me aparece esse mulher do nada pra pegar uma carona. Não entendia bulhufas do que ela falava. Num cochicho rápido dela com o motorista, paramos num posto de gasolina. Fui convidado a pegar água quente pro mate e esperar do lado de fora enquanto o motorista "trocava o óleo"... eita nóis!! Voltei quando ele ligou o motor, lá estavam os dois todos felizinhos... e a moça foi-se embora. A viagem continuou por todo o dia. Paramos pra comer e arrrumar o pneu (ajudei o Raul com 15 pesos, ele tava sem câmbio). Na fronteira ... câmbio a 1,40 no pedágio... ridículo. Pelas 21:30 chegamos na fronteira finalmente. O Raul me mostrou a ponte, nos despedimos e tomei um taxi até o hotel. Comi, tomei um belo de um banho, vi muita TV. TESÃO!
  • Dia 29 de Julho de 2002 - Foz do Iguaçu (BR) / Cidade del Leste (Paraguai) Tô aqui nesse hotel "Ilha de Capri" em Foz no centro da cidade. Cidade grande, tô meio perdido ainda (que ráio de parque é esse???). A Clau vem pra cá hoje e amanhã é dia de CATARATAS. Andei até pela cidade, achei o caminho para o Paraguai e pra lá eu fui, a pé mesmo. Uma ZONA, uma grande 25 de Março internacional. Comprei umas muambas, voltei com um ônibus de linha para o centro. Nada de perguntas, nem na ida nem na volta... E a Clau chegou...
  • Dia 30 de Julho de 2002 - Foz do Iguaçu (BR) E choveu durante a manhã. E vimos muitos desenhos no Cartoon Network. À tarde, as Cataratas. Lindas!!! O parque nacional é algo que todo brasileiro deveria ver. Quatis pra todo lado... Um chopão à noite...
  • Dia 31 de Julho de 2002 - Foz do Iguaçu (BR) / Porto Iguaçu (AR) E de novo pro lado argentino. A coisa por lá não anda muito boa, crianças, muitas crianças vendendo coisinhas... Fotos no marco das três pontas, absurda a comparação com os lados dos países.... Paraguai era o mais "podrão", conversa com as pessoas nas ruas, vontade de ficar no albergue... E com um belo banho no rio Iguaçu, terminei essa viagem muito bem acompanhado, com um monte de estória e lembranças na cabeça. No dia seguinte, a volta pra casa. Passadinha por Assis, por onde tinha também passado na ida e belos sonhos dentro do Andorinha... E quem quiser, que vá até lá e conte outra. Abraços Tarcisio São João da Boa Vista, 02 de Agosto de 2002

    e-mail


  • Procurar com:
    palavra:



    Gostou? Manda bala na comunicação!


    Até agora
    pessoas visitaram este site.